DLC da Batgirl em Arkham Knight: A Matter of Fun Escrito por @Katiucha em

Quando Arkham Knight chegou às mãos da nossa equipe, o console foi monopolizado por um dos outros membros da Ivalice (cujo nome prefiro não revelar). Assim, o DLC da Batgirl foi anunciado e eu fiquei maluca porque ainda não tinha tido tempo pra jogar a história principal e queria muito poder jogar o extra!

Foi aí que eu decidi que, independente do título central, eu não poderia abrir mão de jogar com uma super heroína forte, inteligente e habilidosa em um DLC só dela, tendo a oportunidade de diminuir minha dolorosa vergonha por não ter jogado o da Catwoman.

Ao contrário dos comentários maldosos que insistem em tecer sobre DLCs em geral, o jogo não “veio pela metade”, nem “precisamos pagar por fora para ter a experiência completa da trama principal”. A história de A Matter of family é completamente independente do resto do jogo. Inclusive vale lembrar que, cronologicamente, seus eventos se passam antes mesmo de Arkham City.

…mesmo que você não tenha jogado quase nada da série Arkham, começar pelo DLC não vai ser problemático.

Ou seja: mesmo que você não tenha jogado quase nada da série Arkham, começar pelo DLC não vai ser problemático em termos de história. O único ponto que, talvez, possa ser apontado como um problema é a ausência de um tutorial completo. Mas nada que uma pequena pesquisa e umas 2 ou 3 mortes não resolvam.

Let’s talk boobs

É óbvio que uma das primeiras coisas que eu notei foi o uniforme da personagem e haters gonna hate, mas eu amei o que vi! Tudo sobre a roupa da mulher morcego está sensacional: a armadura parece forte, flexível, bem planejada, bem coberta e com texturas lindíssimas.

Sim, as curvas do corpo da moça estão muito bem marcadas, mas a mesma coisa acontece com o uniforme de Bruce Wayne que tem seu peitoral bem destacado na roupa de Batman. Ou seja: nada de errado por aqui.

Seja qual for tecnologia por trás das vestes flexíveis e resistentes, eu acreditei 100% que o mesmo cuidado e atenção à proteção que foi tido nas armaduras dos personagens masculinos, foi dedicado à de Barbara Gordon. Amém.

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Batgirl: forte, feminina e muito bem vestida, obrigada.

Outro ponto muitíssimo positivo é que o corpo da personagem é bem proporcional e não exageradamente sensual ou magro. Para derrotar inimigos e ter condicionamento físico e flexibilidade para cada um daqueles pulos, golpes e acrobacias, eu esperava que a Batgirl fosse, fisicamente, exatamente o que ela é: forte e esguia, com músculos definidos, mas não exagerados: um biotipo mais parecido com o de uma atleta do que com o de uma pinup. Kudos, WB Games.

Quem é a Batgirl?

Uma das reclamações recorrentes que ouvi sobre o episódio é que a protagonista não surpreende em mecânica, em aparatos, nem nem no uso da inteligência na hora de enfrentar inimigos, como havia sido prometido pelos desenvolvedores.

Acredite, eu entendo estas críticas. Mas também entendo que é caro para a empresa ter que replanejar levemente o estilo de um jogo para adaptá-lo a um personagem (supondo que fosse cumprida a promessa de explorar a inteligência e a perspicácia de Barbara , o que poderia implicar em um DLC com bem mais puzzles e stealth do que o normal), apenas para um episódio extra.

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Always be yourself. Unless you can be Batgirl.

O que eu queria mesmo ter visto era um foco maior na personagem. Não em um set de movimentos diferente do que vi, nem necessariamente em equipamentos a mais do que os que já estão lá, mas em quem é a Batgirl. Sei que Barbara Gordon é culta e astuta. No entanto, suas falas durante o episódio são tão poucas e rasas que, mesmo esses traços (que são a base da personagem), são explorados de maneira levemente forçada e apenas com minúsculos comentários, como quando ela diz a Robin que aprendeu isto ou aquilo em livros.

…investir em profundidade de história ou de personagem é a fórmula mais certeira de fazer um DLC amado.

Queria que a Batgirl tramasse com ela mesma sobre o que fazer para resolver situações difíceis ou emboscar inimigos, ou até escutar o que ela pensa sobre os comentários comparativos e maldosos entre ela e o Batman feitos pelos capangas do Coringa. Enfim, acho que investir em profundidade de história ou de personagem é a fórmula mais certeira de fazer um DLC amado, mesmo que ele não seja tão inovador, nem tão longo.

Sobre o jogo

Lançado dia 14 de julho de 2015, A Matter of Family ficará disponível no dia 21 deste mês para aqueles que não compraram o Season Pass. 

Na trama, Gordon é sequestrado pelo Coringa e levado para um parque de diversões abandonado (e sinistro) que, por sua vez, funciona como uma mini sandbox dentro da qual se passa o DLC, já que a Batgirl não tem a oportunidade de voltar a Gotham em nenhum momento. O vilão deixa claro que matará o comissário caso Batman apareça para salvá-lo e, por isto, a única solução para garantir a segurança da vítima é que Barbara Gordon vá, pessoalmente, até o local e resolva a situação com suas próprias mãos, contando com a companhia e ajuda eventual de Robin.

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A partir disto os eventos da história se desenrolam, girando sempre em torno dessa missão de resgate. Durante o episódio, o jogador controla a Batgirl em diversas situações que incluem combates em stealth (meus favoritos!) ou diretos, sendo alguns destes em dual combat com Robin. Também vale a pena destacar que o Batmóvel não está nesse DLC.

Um dos pontos altos foi a aparição da queridinha do público Harley Quinn com seu uniforme clássico da animação. A adorável psicopata enche de alma algumas partes do episódio, quando seus comentários ácidos sobre o maravilhoso som ossos quebrados e suas ameaças bizarras em voz infantil, deixam o jogador um pouco mais imerso no clima sinistro-cômico que o DLC deveria ter do início ao fim.

Harls & Pudding: amor verdadeiro.

No entanto, apesar do brilho de Harley como coadjuvante, o vilão central ainda é o seu querido Mr. J que, com certeza, leva o troféu dos melhores diálogos (no caso, monólogos) por suas falas sensacionais durante a trama, que dura cerca de 1 a 2 horas com a opção de estender um pouco mais esse tempo, caso o jogador esteja interessado em troféus e micro side-quests.

A Matter of Family Fun

Posso dizer que me diverti bastante durante as horas que dediquei ao episódio. O argumento da inovação é válido mas, na minha opinião, ele empalidece frente àquela que é uma das maiores razões para sucesso de jogos de vídeo game desde os primórdios da mídia: a diversão. Neste caso, a diversão poder controlar mais uma personagem amada dentro de um sistema de batalha aclamado por críticos e fãs. Sim, valeu à pena comprar o season pass para ter a oportunidade de jogar com uma das super heroínas mais icônicas da DC, em uma das melhores franquias da atualidade.

É indescritível a felicidade de acabar sorrateiramente com dezenas de inimigos ou enfrentá-los na porrada abertamente e, na cena em slow motion que finaliza cada batalha, poder observar detalhadamente a Batgirl em glória máxima: fighting like a girl.

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Katiucha Barcelos

Exemplo máximo de pessoa que atira melhor na vida real do que em jogos de FPS e eterna entusiasta de RPGs (principalmente os japoneses). Feminista feliz e fã incondicional de Mulan. É perdidamente apaixonada por jogos de tática e sonha em ser paga para assistir vídeos de gatos o dia inteiro.

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