O dia em que me apaixonei por um jogo: o caso Splatoon Escrito por @macedofelipe em

Já imaginou se um dia a Nintendo produzisse um jogo do gênero shooter e que ainda tivesse como principal foco partidas multiplayer? Até maio de 2014 essa ideia não passava apenas de sonhos e delírio dos jogadores, mas foi exatamente isso que a Nintendo apresentou para o público na E3 de 2014.  Enquanto a E3 de 2014 teve muitas coisas boas e incríveis que agradaram a todos, para mim, eles foram ofuscados pela apresentação da novo shooter da Nintendo: Splatoon. SIM, depois de tanto tempo, finalmente a Nintendo estava apresentando uma nova IP para seu público!

Não sou grande fã do gênero shooter, mas já joguei diversos games do estilo na minha vida. Joguei Doom, Quake, Duke Nukem, tive minha fase de Counter-Strike de lan houses (até trabalhei em uma), Battlefield, Call of Duty… e a lista poderia continuar por um bom tempo. Mas Splatoon foi diferente de tudo que já tinha visto até o momento que ele foi apresentando na E3 de 2014. Foi simplesmente amor instantâneo pelo título. Até o lançamento dele em 29 de maio desse ano, eu consumi o que podia da internet sobre o jogo, correndo grande risco de me decepcionar quando ele saísse, mas tudo que eu via/lia/ouvia só alimentava meu hype positivamente.

Essa foi minha reação ao ver Splatoon pela primeira vez.

Essa foi minha reação ao ver Splatoon pela primeira vez.

Desde o início ficou claro que o forte de Splatoon seria o multiplayer online PVP e enquanto isso seria um ponto negativo pra mim, já que prefiro títulos mais voltados para PVE ou mesmo singleplayer, eu achei a ideia formidável. Formidável porque o competitivo do jogo não era focado no time que tivesse mais kills para sair vitorioso, mas sim porque o mais importante era pintar o território com a sua cor para ser o time vitorioso e que se dane o número de kills que você tiver. Essa nova visão/estilo de jogo foi o suficiente pra me deixar empolgado pra um game que aparentemente seria só multiplayer.

Eventualmente foi confirmado que Splatoon também teria um modo singleplayer e isso só fez aumentar o amor/hype por ele. Finalmente o jogo parecia estar completo, ao oferecer a experiência singleplayer e multiplayer para o jogador. Até o game sair, estava morrendo de medo dele sofrer qualquer tipo de atraso como foi com Xenoblade Chronicles X, mas para minha felicidade, não houve qualquer tipo de atraso, espalhando amor e tinta em todo o mundo.

Meu corpo estava pronto para Splatoon.

Meu corpo estava pronto para Splatoon.

O jogo ficou disponível na madrugada do dia 29 de Maio no Brasil e lá estava eu jogando Splatoon com aquela nostálgica sensação de quando você é criança e acaba de ganhar de natal aquele presente que sonhava tanto. Sério, palavras não conseguem descrever o sentimento de satisfação que eu estava tendo ao finalmente jogar Splatoon. Uma coisa é você acompanhar gameplay na internet e saber como o jogo funciona, outra é você sentir como ele é na realidade e ele se mostrar melhor do que você esperava.

A praça principal de Inkopolis tem bastante referência com Shibuya, uma região do Japão

A praça principal de Inkopolis tem bastante referência de Shibuya, uma região do Japão.

Aprender a jogar Splatoon é como aprender a andar de bicicleta: você começa desengonçado, não entendendo muito bem como a coisa funciona, mas depois de cinco ou dez minutos, é como se fosse a coisa mais natural do mundo. Espalhar tinta e nadar dentro dela parece ser coisa de outro mundo, mas depois fica tão divertido que você pensa como isso não foi implementado antes. O singleplayer é relativamente curto, mas com fator replay fortíssimo. O multiplayer do jogo, que é a principal experiência de Splatoon, também não decepciona. É lindo de se jogar, de se divertir e também é incrível como o multiplayer parece ter fator replay infinito. O tempo curto de cada partida é certamente um fator extremamente positivo, já que ele não deixa você se cansar do jogo.

Octostamp é um dos vários (fofos) inimigos que tem no jogo.

Octostamp é um dos vários (fofos) inimigos que tem em Splatoon. As vezes dá pena de mata-los.

Vamos ser sinceros: perder é chato, ruim, ninguém gosta de perder. E isso inclui partidas onlines, principalmente quando se trata de PVP que muitas vezes você sai com gosto de sangue na boca, mas até nisso Splatoon consegue minimizar o sentimento negativo de perder, todo mundo sai ganhando de alguma forma. Talvez pelo pouco tempo de cada partida, perder não parece ser tão ruim quanto normalmente é em jogos assim, basta continuar e tentar vencer uma partida pra finalmente poder ir dormir. Outra coisa interessante que eu aprendi nele é que se o seu time não estiver em sincronia, o melhor a fazer é fazer seu próprio jogo na partida, esqueça dos aliados e inimigos e seja um lobo squid solitário e vá pintando o território até o tempo acabar. Pelo menos assim você garante seus pontos.

Como diria a música "os seus problemas, você deve pintar", não, pera

Como diria a música “os seus problemas, você deve pintar”, não, pera

Outro fator importante que me fez apaixonar por Splatoon foi a sonoplastia. É tranquilamente uma das melhores que ouvi nos últimos anos em matéria de jogos e pra mim representa o ingrediente secreto do game. Seja por causa do som que a arma faz ao atirar tinta, o andar do squid quando anda pela tinta ou mergulhado nela, ou até pelo som que certos inimigos fazem, os responsáveis por essa parte do jogo estão de parabéns.

Assim como Smash Bros., Mario Kart 8 e Super Mario 3D World são títulos must buy para qualquer dono de um Wii U, Splatoon certamente também entra pra esse time seleto de games que você só encontra no console da Nintendo. Não tenho medo de indicar pra ninguém esse jogo, todo mundo deveria provar dessa experiência única que Splatoon oferece. A Nintendo mais uma vez conseguiu se superar e entregou um título que apenas ela conseguiria imaginar e desenvolver. Apesar do jogo não ser o “salvador” do console que alguns pensaram, o game tem seu valor único e com certeza já mostrou que veio pra ficar, garantindo uma continuação nos próximos consoles da Nintendo.

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Felipe Macedo

Amante dos jogos eletrônicos desde que se entende por gente e criado com o melhor que a geração 8-bits e 16 bits podia oferecer, hoje é formado em Jornalismo e faz de tudo pra unir sua paixão profissional e sua paixão pessoal. Durante sua adolescência aprendeu a amar o pc gaming da mesma forma (ou até mais, lendas dizem) que os consoles dedicados.

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