O jogo certo – para você Escrito por @macedofelipe em

É bem possível que você já tenha escutado ou até mesmo proliferado a seguinte frase: “eu não entendo como o  fulano gosta de jogar <insira um game que você odeie>”. Não é incomum vermos pessoas próximas a nós possuírem um gosto por jogos tão diferente do nosso. Enquanto que é verdade que podemos entrar em um debate sobre gosto por títulos, há também uma outra explicação: simplesmente a pessoa gosta daquele determinado jogo, porque aquele é o jogo certo pra ela naquele momento.

É preciso entender que nem sempre o que você busca é o que todos querem ou mesmo devem procurar dentro de um jogo.

Talvez os títulos que mais “sofram” com isso são os FPS como Battlefield e Call of Duty, que levam grandes represálias de usuários comuns em sites como Metacritic, que parecem não entender como que pessoas gostam do gênero, enquanto que vendem a torto e direito para todos os consoles. O que não é claro para muitos é que esse tipo de jogo/gênero na verdade parece conseguir ir de encontro com o gosto dos jogadores, seja ele novato ou veterano, novo ou com idade avançada, já que ele oferece diversão despretensiosa para uns e desafio sério para outros. Eu mesmo quando mais novo já tive minha época de jogar puramente pvp, mas hoje passo longe. Não descarto em um futuro próximo voltar para ele. É preciso entender que nem sempre o que você busca é o que todos querem ou mesmo devem procurar dentro de um jogo. Nem sempre o ideal de um vale para o outro.

O importante não é gostar daquilo que te impõem, mas sim aquilo que te deixa verdadeiramente feliz. Seja um FPS furístico ou seja um RPG medieval, o importante é gostar do que está jogando.

O importante não é gostar daquilo que te impõem, mas sim aquilo que te deixa verdadeiramente feliz. Seja um FPS furístico ou seja um RPG medieval, o importante é gostar do que está jogando.

Os jogadores de vídeo game sempre buscam algo nos jogos: Seja para desopilar depois de um dia estressante jogando Guitar Hero, bancar o arquiteto em Minecraft, firmar amizades em Mario Kart 8 ou mesmo conhecer um universo totalmente novo como Destiny. Cada jogo e sua experiência nunca é exatamente igual para todos os jogadores justamente porque cada pessoa é um indivíduo único, que vive situações e experiências singulares. E quando o jogo vai de encontro com a sua vida, reproduzindo quase um reflexo dela de alguma forma, é nessa hora que ele consegue te fisgar como nenhum outro e se torna inesquecível.

Journey é um dos games que jogadores mais conseguiram se identificar por conta de sua vasta abstratividade em enteder o que o jogo representa de fato.

Journey é um dos games que jogadores mais conseguiram se identificar por conta de sua abstratividade e interpretação livre.

Catherine é o exemplo de um jogo que veio no tempo certo pra mim, e sua história foi o principal motivo de ter me prendido tanto. O game gira em torno de um homem que deve decidir se ele deve continuar na sua atual relação ou investir em uma nova aventura. Enredo relativamente simples e comum, certo? Mas pra mim, na época que joguei, ela foi marcante porque o jogo não era fantasioso (pense deuses e dragões), mas sim porque possuía uma história simples e madura. Era algo que eu conseguia me identificar na época, como um adulto. Não que eu estivesse passando exatamente pelo mesmo problema, mas era algo no qual eu poderia me imaginar. Diferente de enfrentar metal gears ou lutar contra Lavos, por exemplo. Se eu fosse mais velho ou até mesmo mais novo e tivesse jogado Catherine, certamente que a experiência adquirida não seria a mesma.

Foi mal, Vicent, mas eu prefiro Coca Zero. :'D

Foi mal, Vincent, mas eu levaria uma Coca Zero mesmo. :’D

Assim como a temática de um filme ou um único personagem existente nele pode ter um profundo impacto pra uma pessoa mas não pra outra, o mesmo naturalmente se aplica a jogos. Jogar vídeo game é uma experiência única pra cada pessoa e se você nunca se tiver se sentido dessa forma como eu descrevi mais cedo, não fique mal. Não é errado você não gostar ou não se reconhecer dentro de um game. Pode simplesmente não ser a hora certa.

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Felipe Macedo

Amante dos jogos eletrônicos desde que se entende por gente e criado com o melhor que a geração 8-bits e 16 bits podia oferecer, hoje é formado em Jornalismo e faz de tudo pra unir sua paixão profissional e sua paixão pessoal. Durante sua adolescência aprendeu a amar o pc gaming da mesma forma (ou até mais, lendas dizem) que os consoles dedicados.

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