One Piece Unlimited World Red: Um presente para os fãs de One Piece Escrito por @bfcavalcante em

Após Pirate Warriors 2, os fãs da grande obra de Eiichiro Oda (orgulhosamente me incluo neste grupo) ficaram na expectativa por Pirate Warriors 3, e quando a Namco Bandai anunciou Unlimited World Red (que vou passar a me referir como UWR), a sensação foi de estranheza. A proposta do jogo era ambiciosa: fazer você se sentir como um dos piratas da tripulação do Luffy. Você iria desbravar ilhas, destruir hordas de inimigos, capturar bichinhos, pescar, ajudar vilarejos, interagir com pessoas e, naturalmente, lutar contra os piratas e marinheiros mais fortes do mundo de One Piece. E será que isso tudo junto deu certo? Vamos por partes.

Transtown e as ilhas

O seu quartel-general é Transtown, uma pequena e simpática cidade. Cabe a você ajudar a construir tudo que ela pode ter: uma grande variedade de lojas, restaurantes, farmácias, etc. Para isso você precisa coletar algo como ingredientes, que são encontrados nas ilhas e nas lojas. Esse mecanismo é bem interessante, pois ele é um dos grandes responsáveis pelo fator de replay do jogo.

1

Luffy chutando bundas em Alabasta

Mas, é nas ilhas que a ação acontece. Você pode pensar nelas como as “fases” do jogo – cada uma possui um Boss, e é baseada em um local de One Piece. Alabasta, Skypea,Punk Hazard e todas as outras estão muito fiéis, e são repletas de pequenos easter eggs para os fãs. Lá em Mt. Corvo você vê a casa de árvore do trio ASL, em Alabasta você vê cidades abandonadas (tem até uma espécie de buraco para homenagear o pai do Kohza). Tudo feito com muito carinho. O level design é bem simples, mas é uma grande pena que você precise sempre parar o jogo para ver o mapa. Se houvesse uma opção de mapa expansível sem parar o ritmo do jogo, certamente seria muito bem-vindo.

Gotta catch’em all!

2

Enquanto você explora as ilhas, você verá alguns monstrinhos que podem ser capturados via um mini-game bem bobinho. De todos os mini-games no jogo, certamente esse de captura de bichos é o mais fraco. Em outros pontos você poderá pescar, e eu tenho que adiantar que isso é muito divertido. Para capturar um peixe, de maneira resumida, você precisa acertar o tempo de uma sequência de botões – estilo Guitar Hero. Além disso, você pode upar sua vara de pescar e acumular peixes capturados para tentar pegar um mais raro. É um mini-game divertido, que funciona bem no contexto do jogo, visto que os peixes e monstrinhos também contam como os citados ingredientes para a expansão da cidade e afins.

Batalhas

Existem basicamente dois tipos de batalhas em UWR: as comuns e as Boss Battles. É com muito prazer que digo para você que elas são bem diferentes. Lembra um pouco The Legend of Zelda: a dinâmica de batalha é similar, mas cada Boss tem um comportamento próprio, e a forma como você luta com ele, as skills que você usa e o seu comportamento é diferente para cada Boss. E isso certamente é uma das coisas mais legais de UWR. As batalhas comuns são bem bobinhas, e você vai enjoar delas em pouco tempo. Porém, elas não tomam tanto tempo assim, então isso não chega a ser um problema.

3

Imagens do nosso ídolo Roronoa Zoro

Cada personagem tem um gameplay próprio, assim como em Pirate Warriors 2. Nico Robin brilha atacando os inimigos à uma distância segura, Luffy e Zoro são melhor no corpo-a-corpo, etc. Diferentemente de Pirate Warriors 2, você só pode jogar o modo de história com alguns poucos personagens – basicamente, o Luffy e sua tripulação.

Jogando em modo co-op

… enorme falha para quem quer jogar de co-op: o player 2 não leva dano.

Para quem gosta de companhia para jogar, UWR é uma boa pedida. O jogo tem suporte para algo como split-screen, então os dois jogadores poderão jogar lado a lado na mesma TV. Infelizmente, tenho que adiantar o que eu percebo como uma enorme falha para quem quer jogar de co-op: o player 2 não leva dano. Isso mesmo – ele bate o quanto quiser mas é imune a danos dos inimigos. Parece algo feito para os pais jogarem com seus filhos de 6 anos. Uma falha considerável para quem planejava jogar bastante com outro player.

Battle Coliseum

4

Luffy vs Fujitora no Corrida Coliseu

Entrando na onda da saga de Dressrosa, UWR traz um modo de jogo, alternativo ao modo de história principal, chamado Battle Coliseum. De início, pensei que fosse só os personagens em duelos 1×1 no cenário do Corrida Colosseum – mas, não foi isso que vi. Existem os duelos, mas também estão lá batalhas contra hordas, contra dois Bosses, um sistema de rewards que te dá novos personagens para jogar no Coloseum, side-quests para o modo história e outros presentinhos e, também, uma lista enorme de personagens jogáveis. Trafalgar Law, Boa Hancock, Buggy, Doflamingo e até o legen~wait of it…~dary! Shanks estão disponíveis neste modo. Bem interessante, e dá uma vida maior ao post-game do jogo.

Vale a pena?

Se você é fã de One Piece, sim. Você vai relembrar momentos marcantes da série, se divertir explorando a jogabilidade de cada personagem, curtir os mini-games, gastar algumas horas batalhando no Colosseum e ficar positivamente impressionado com a qualidade de algumas das Boss Battles. One Piece: Unlimited World Red é uma excelente adição para o já ótimo catálogo de jogos de One Piece.

Gostou do texto? Ajude a espalhar o nosso amor por videogames!

Bruno Cavalcante

Co-fundador da Alvanista e um grande fã da cultura oriental. Aprendeu a gostar de jogos eletrônicos com Super Mario Bros., teve seu primeiro amor com Shining Force II e viu que games era sua paixão quando jogou Chrono Trigger pela primeira vez. Acredita que Super Bomberman 4 deveria ser modalidade olímpica.

Leia todas as postagens do Bruno.